leituras de Roberto Piva

Claudio Willer, 2017. Foto: Guilherme Ziggy.

Classificações de Roberto Piva como um poeta “delirante”, “louco” ou “alucinado”, sendo procedentes, também podem ser simplificadoras, tornando-se estereótipos. Principalmente, ao deixar em segundo plano a amplidão de sua cultura literária, e o modo como dialoga com os autores que leu, ao longo de sua obra – ou seja, sua condição de entusiástico poeta-leitor.

Serão examinadas e comentadas suas obras, desde os manifestos iniciais e a estreia em livro com Paranoia, de 1963, até Estranhos sinais de Saturno de 2008, incluindo textos inéditos ou dispersos que vêm sendo publicados através da Biblioteca Roberto Piva.

O termo “Leituras” do título terá um triplo sentido:

  • Piva como poeta-leitor: a intertextualidade em sua obra, o modo como por vezes fazia uma pilhagem de autores que o entusiasmavam;
  • A leitura de Piva pelo conferencista, Claudio Willer, seu amigo, interlocutor e autor de ensaios sobre ele; inclusive, trazendo novidades, interpretações e relatos que ainda não vieram a público;
  • O modo como Piva, poeta não apenas lido, porém estudado, constituindo uma bibliografia crítica forte, foi examinado através de algumas teses, dissertações e ensaios.

O local das palestras, adjacente à sua biblioteca preservada pelo editor Gabriel Kolyniak e amigos, é especialmente adequado, por simbolizar essa condição de poeta-leitor.

Coordenador / conferencista: Claudio Willer
Quando: às quintas-feiras, dias 15, 22, 29 de março e 5 de abril de 2018, das 19h às 21h.
Onde: Estúdio Lâmina – Ateliê Compartilhado
Turma mínima: 5 participantes
Valor: inscrição gratuita;

Duração: 2 horas/encontro
Público-alvo: interessados em geral a partir de 16 anos

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